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ANABB - BB e Bradesco focam mercado de frete

BB e Bradesco focam mercado de frete

Com bancos concorrentes prestes a lançar cartões voltados para o pagamento de frete, caso do Banco do Brasil, o Bradesco - que atua no segmento desde 2005 - ampliará sua atuação no setor, tornando-se um administrador de meios de pagamento de frete homologado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), conta Artur Omuro, diretor de cartões do Bradesco. A regulamentação da agência criou a figura da administradora para fazer o elo entre o contratante do frete, o caminhoneiro e o órgão regulador. O objetivo da agência ao criar essa figura é garantir ao caminhoneiro o pagamento por meios eletrônicos aprovados pela ANTT.

Segundo Omuro, o banco ainda não iniciou o processo de homologação na ANTT, mas está reunindo os documentos para isso. Ele esclarece que a atual parceria com empresas de logística (entre elas a Pamcary) para distribuir o cartão será mantida. "Decidimos abrir uma administradora para atender o cliente que prefere ter o produto direto conosco, sem a intermediação de outros agentes", diz Omuro.

Visa, que tem o produto Visa Cargo, e Banco do Brasil, que irá lançar um cartão voltado para pagamento de frete neste segundo semestre, não têm planos de se tornar administradoras. "Faremos o nosso papel de bandeira, de organizar o sistema de meio de pagamento", afirma Percival Jatobá, diretor executivo de produtos da Visa do Brasil. "Não faz parte do nosso negócio. Vamos atuar como emissor e, para a distribuir o cartão, estamos negociando parcerias com as empresas que estão se homologando para ser administradoras", acrescenta Mário Casasanta, gerente executivo da diretoria de cartões do Banco do Brasil.

Seis empresas entraram com pedido de homologação para ser administradoras de pagamento de frete rodoviário, segundo o superintendente de Marcos Regulatórios da ANTT, Hederverton Santos. A maioria delas é formada por companhias que atuam na área de logística e gestão e que já operavam com meios eletrônicos de pagamento, casos de Pamcary, Repom e DBTrans.

A Pamcary foi uma das pioneiras no segmento, tendo lançado um cartão já com a bandeira Visa em 2004 em parceria com o Banco Simples, ainda não na configuração do Visa Cargo, produto que só seria lançado pela bandeira no fim de 2009. Em 2006, a Pamcary passou a emitir em parceria com o Bradesco. Com o novo cenário, a empresa busca parcerias com outras instituições que passarão a emitir o cartão. "Temos que oferecer várias opções de cartão para a transportadora, pois a escolha tem que ser do cliente", diz Luis Felipe Dick, diretor de produtos e negócios da Pamcary.

A empresa tem 150 mil cartões nominais emitidos, fora os provisórios (cartão distribuído para o pagamento de um frete avulso). "Temos, porém, um cadastro positivo de 600 mil motoristas, o que dá uma ideia do potencial que ainda há para explorar", diz Dick. A empresa desenvolveu o banco de dados por sua atuação como provedora de soluções para gerenciamento de risco e logística para as transportadoras.

Já a Repom atua somente com soluções de pagamento de frete desde 1999, quando lançou um produto em parceria com o mineiro Tribanco, do Grupo Martins. Por ser um cartão com bandeira própria, a companhia teve que desenvolver uma rede de captura de transações própria. Apesar de o mercado de cartões agora não ter mais acordos de exclusividade entre bandeiras e credenciadoras, não está no radar da empresa fazer parceria com as grandes redes de captura, como Cielo ou Redecard.

Para expandir a utilização do seu cartão, a estratégia será adotar um modelo misto, como os cartões co-branded (que possuem duas marcas, a da empresa e da bandeira). Para isso, a Repom está em negociação com uma grande bandeira internacional que já tem uma ampla rede de aceitação, conta Rubens Naves, presidente da Repom, sem revelar o nome da bandeira. "Vamos lançar o novo cartão nos próximos meses", diz.

A rede própria de estabelecimentos comerciais não só será mantida, como ampliada. Segundo Naves, o segmento de transportes tem necessidades específicas - como a comprovação remota da entrega do frete para o crédito do pagamento do motorista -, que as redes de captura tradicionais de cartões não atendem. "O foco é posicioná-la como uma rede de conveniência para o caminhoneiro, por isso estamos em fase de expansão, focando nos estabelecimentos de estrada", conta o executivo. Ele não revela quantos estabelecimentos são credenciados pela rede, por uma questão estratégica. Diz, porém, que tem alcance nacional e cobre, também, parte da Argentina.

Já o modelo escolhido pela DBTrans é totalmente diferente de suas concorrentes. A empresa vai trabalhar sozinha, com sua bandeira própria, a Rodocred. Marcelo Nunes, diretor comercial da DBTtrans, conta que mantém contato com algumas bandeiras de cartões, mas espera para ver como o mercado vai se acomodar. "Não queremos casar ainda", brinca. Para a captura das transações, a companhia tem uma rede própria com 400 postos de gasolina credenciados, além de uma parceria com o Santander e a GetNet. "Teremos outra empresa de credenciamento ainda este ano", conta Nunes.

A companhia está procurando uma parceria com banco apenas para ter acesso a "funding" e linhas de crédito para a sua clientela de transportadoras. A projeção de Nunes é de que a DBTrans feche o ano com R$ 750 milhões de transações de frete. Em 2012, a meta é quase dobrar a participação, atingindo R$ 1,2 bilhão.

  

Publicado no dia 5 de julho de 2011.

Notícia no site ANABB


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