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REVISTA CARGA PESADA - A primeira safra sem a carta-frete

No transporte de grãos, a carta-frete ainda é um instrumento bastante utilizado
 

Se o pagamento por cartão já é realidade nos segmentos de transporte de carga de maior valor agregado, nos grãos a carta-frete ainda é a forma usada por quase todo o mundo. Às vésperas da safra, existe o temor de que a fiscalização, a partir de 22 de janeiro, possa causar problemas nas estradas e nos terminais.

Mas as empresas graneleiras, pelo menos as entrevistadas pela Carga Pesada, encaram o pagamento eletrônico como um caminho sem volta e dizem estar se preparando para entregar os cartões aos autônomos no início de 2012.

O gerente operacional da Transportadora Brasil Central, Emerson Henrique Gomes, já está divulgando o novo formato entre seus terceirizados. Com sede em Rio Verde (GO) e forte presença em Mato Grosso, a empresa sofrerá bastante o impacto da mudança.

Segundo Gomes, pelo menos em Mato Grosso, os postos não cobram a mais para trocar carta-frete. “O motorista é obrigado apenas a abastecer 30% do valor”, explica. Ele admite que a carta-frete é benéfica para as transportadoras, porque os postos adiantavam o óleo diesel.

O contador da empresa, Obete Alves Machado, informa que a Brasil Central irá trabalhar com o cartão da Dbtrans. Uma negociação feita pela Associação do Transporte Rodoviário do Brasil (ATR), entidade à qual é filiada, resultou num custo de 0,4% do frete pelas operações.

A Lontano Transportes, com sede em Campo Grande (MS), também afirma que está preparada para trabalhar com o cartão. “Acredito que estamos profissionalizando o setor. As transportadoras terão que se ajustar para atender essa nova regra”, afirma o administrador da empresa, Luiz Gustavo Dall’Agnol.

Para ele, “após um período de adaptação”, o próprio autônomo irá se beneficiar. “Acredito que todos sairão ganhando.” Ele acredita que haverá fiscalização por parte da ANTT.

Para José Machado Diniz Neto, presidente da ATR, a mudança será boa porque vai formalizar o mercado. “Até os pipoqueiros são mais formalizados que os caminhoneiros”, afirma. Segundo ele, o novo sistema ajudará a implantar o vale-pedágio no segmento de grãos, que até agora “não pegou” por causa da informalidade.

Quanto aos postos, ele afirma que o caminhoneiro tem de usar sua liberdade. “Se tem um posto cobrando a mais (pelo diesel), ele deve procurar aquele que não cobra. É assim que funciona.”

Segundo Diniz, exceto em Mato Grosso, a ATR, que tem sede em Ribeirão Preto, representa os contratantes de 80% dos autônomos que trabalham com grãos. Por isso é que, de acordo com ele, foi possível a negociação coletiva que permitirá um custo de apenas 0,4% na operação com a Dbtrans.

 

Publicado em 20 de dezembro de 2011


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